Fundão Terra de Acolhimento

Reportagem do jornal PÚBLICO sobre a estratégia de integração de migrantes do Fundão vence prémio


Reportagem do PÚBLICO vence Prémio de Comunicação Corações Capazes de Construir com “O Fundão estendeu a mão aos imigrantes e com eles está a salvar toda a região”, Mariana Correia Pinto venceu, na categoria Jornalismo, o prémio atribuído pela Associação Corações com Coroa.

O trabalho que  valeu à jornalista o prémio na categoria Jornalismo – “O Fundão estendeu a mão aos imigrantes e com eles está a salvar toda a região”, com fotografia de José Sérgio –, “nasceu do pior que podemos ter para tentar mostrar o melhor”. Perante o pedido da direção do PÚBLICO para abordar o que se estava a passar no Porto, a jornalista da secção Local decidiu divergir da linha editorial seguida por muitos meios de comunicação social, que explorava “história de conflito”. Pretendia fazer uma reportagem que “mostrasse não a guerra, mas como se evita a guerra”.

Foi esse propósito que a levou ao Fundão, para conhecer de perto o trabalho do município e do seu Centro para as Migrações. “Nem sempre o que está a acontecer se tem de explicar a partir da geografia onde está a acontecer”, justificou, no discurso de aceitação do prémio. “Às vezes temos de olhar mais longe ou simplesmente noutra direção.”

Para além do humanismo, encontrou a estratégia de sobrevivência de “uma região que definhava e que percebeu que, sem ajuda, iria morrer”: “Portugal será nos próximos anos aquilo que for a nossa capacidade de ser um país de acolhimento como deve ser”, disse-lhe então o presidente social-democrata do município, Paulo Fernandes. “É a demografia, estúpido”, resumia.

Na sua vez de subir ao palco para aceitar o prémio, Mariana Correia Pinto, que se confessou emocionada ao ver a reportagem projetada no ecrã, não deixou de sublinhar a situação periclitante dos média portugueses, nomeadamente as condições de trabalho dos jornalistas, os baixos níveis salariais e a exaustão das redações. “A exaustão é o braço direito da conivência”, acrescentou. “Um jornalismo sem músculo cai, mas não cai sozinho – faz cair a democracia. Ou nos salvamos juntos, ou caímos”, alertou ainda. “A história já nos contou esta história.”



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